Primeira grande nevada do inverno: a temporada de neve começou na Patagônia
Com até 36 centímetros de neve fresca nos cumes e o Cerro Catedral recém-aberto, o inverno de 2026 começa forte. Bayo, Chapelco, Caviahue e Batea Mahuida completam um mapa branco que entusiasma toda a região.
A Patagônia amanheceu branca e o termômetro caiu como devia. A nevada das últimas horas sobre as estações de esqui da região não é apenas uma boa notícia para os esquiadores: é a confirmação de que o inverno de 2026 chegou com força.
O Cerro Catedral, o maior centro de esqui da América do Sul, registrou até 36 centímetros de neve acumulada a partir dos 1.500 metros. A abertura oficial aconteceu em 29 de junho e a temporada já está em andamento. O passe diário começa em $160.000, com parcelamento sem juros até o fim do mês. A novidade deste ano é o Playpark, uma nova área voltada para quem se aproxima da neve pela primeira vez.
O mapa de centros abertos se estende por toda a Patagônia. Em Villa La Angostura, o Cerro Bayo inaugurou sua temporada com o apoio de precipitações naturais e neve artificial acumulada. No lado neuquino, o Caviahue Ski Resort abriu em 27 de junho, e o Batea Mahuida — o parque de neve mapuche em Villa Pehuenia — tem sua primeira jornada neste 1° de julho. Em San Martín de los Andes, o Chapelco trabalha contra o relógio: prepara a abertura e estreia uma obra, uma gôndola que triplicará a capacidade de transporte até o cume da montanha.
As expectativas são altas. As temperaturas se mantêm baixas, a neve que caiu tem boa qualidade — seca, em pó — e as previsões antecipam novas precipitações nos próximos dias. Para os operadores turísticos de Bariloche, San Martín e o corredor neuquino, a abertura antecipada com boas condições é o melhor cenário possível para atrair visitantes em julho, o mês de pico da temporada.
A Patagônia de neve não é só esqui. O inverno de 2026 chega com uma oferta que inclui snowshoes, mushing, gastronomia de altitude, hotéis com vista para a montanha e uma agenda cultural que cresce ano a ano. Para o turismo regional, cada centímetro que a montanha acumula é mais um argumento. Hoje a montanha falou alto.

